NÃO ME VENDO, NÃO ME ENTREGO, NÃO ME COMPRAM !

NÃO ME ENTREGO, NÃO ME VENDO, NÃO ME COMPRO !
Que Festival de Gramado que nada, a máfia cinematográfica está toda representada.
Acho bonita o incentivo do troféu Oscarito, mas falta a muitos gigantes esquecidos
Aqui listados os gigantes que mereciam o troféu:
Carlos Imperial,
Wilson Grey,Radar, de Silveira Sampaio, FMI Mellinger, José Miziara, Antônio Calmon,
ALEX VIANY !!! QUE CINEMA É ESSE QUE NÃO SE LEMBRA DO GRANDE PESQUISADOR, IMPORTANTE
PARA TODA A EXISTÊNCIA DO NOSSO CINEMA, E SE NÃO FOR O MAIOR CRÍTICO DE CINEMA QUE JÁ HOUVE
NO PAÍS, É O SEGUNDO MAIOR (HOUVE TAMBÉM UM CERTO PAULO EMÍLIO SALLES GOMES).
A lista continua: Alberto Pieralisi, Abílio Pereira de Almeida, Ary Fernandes, Rubens da Silva Prado,
AURÉLIO TEIXEIRA, O MAIOR DIRETOR POLICIAL DO PAÍS !!!!!, Armando Costa, Carlo Mossy,
Carlos Hugo Christendersen, Jairo Ferreira, ROGÉRIO SGANZERLA (que só recebeu homenagens em Brasília,
o que é pouco para um diretor da altura de um Glauber Rocha), Carlos Alberto Prates Correia, Humberto Mauro (pai de
todos), Cláudio Cunha, Célio Gonçalves, Carlos Coimbra, Cláudio Mac Dowell, David Cardoso, David Neves, Denoy de
Oliveira, Eurides Ramos, Fernando Cony Campos, Fernando de Barros, Ismair Porto, J.B. TANKO,
Joaquim Pedro de Andrade, José Carlos Burle, Juan Bajon, Cajado Filho, John Doo, Jean Garret,
Lui Farias, LUIZ DE BARROS, que país é esse ????, Luiz Castellini, Maurício Rittner, Rubem Biáfora,
Marcos Farias, Mauro Farias, Jece Valadão, MOACYR FENELON, Miguel Borges, Mozael Silveira,
Mário Carneiro, Mário Audra, Mário Civelli, Nilo Machado, Ody Fraga, Osíris Pecifal Correia,
Oswaldo Sampaio, Oswaldo de Oliveira, Paulo César Saraceni, Pio Zamuner, Mazzaropi, Paulo Porto,
Pedro Carlos Rovai, Paulo Gil Soares, Reginaldo Faria, Roberto Farias, Roberto Machado, Raffaele Rossi,
Roberto Pires, Roberto Mauro, Ruy Costa, Saul Lactermacher, Oliver Perroy, Tom Payne, VICTOR LIMA,
VICTOR DI MELLO (POETA, POETA, POETA !), Watson Macedo, Cyll Farney, Átila Iório, entre outros
gigantes.
Que Humberto Mauro, olhe por nós pois depender de Gustavo Dahl e de Globo Filmes é foda !!!!

Escrito por Matheus Trunk às 11h39
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A VERDADE SOBRE DOM & RAVEL
Direita, volver! Ravel, da dupla ufanista Dom & Ravel, conta que, na verdade, foi vítima do regime militar
Luiz Chagas
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alan rodrigues |
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Eu te amo meu Brasil quase se transformou num novo hino nacional |
Quando se folheia qualquer enciclopédia de MPB não se encontra a dupla Dom & Ravel. Mas o mesmo não ocorre quando se pesquisa na internet, onde os dois figuram em centenas de sites nos quais são invariavelmente tachados de vendidos, verdadeiros traidores de direita. Tal fama veio do sucesso de músicas como Eu te amo meu Brasil, Você também é responsável e Obrigado, homem do campo, usadas na virada dos anos 70, em pleno auge da ditadura, pelos governos militares. Eu te amo meu Brasil foi cogitada para se tornar o novo hino nacional. Quem lembra a temeridade é o próprio Eduardo Gomes de Farias, o Ravel – apelido ganho de um professor de música por causa da sua aptidão para a arte –, hoje com 54 anos e a visão prejudicada por um acidente. Ainda abalado pela morte de Dom, nome artístico de seu irmão Eustáquio – vítima de um câncer no estômago, em dezembro passado –, o músico mostra recortes de revistas em que o então governador de São Paulo, Roberto de Abreu Sodré, sugere ao ex-presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, que a citada canção fosse transformada em hino nacional. Médici nada respondeu. Mas a notícia pipocou na imprensa e os artistas começaram a ser apontados como arautos da ditadura.
Ravel afirma que a música foi composta só para aproveitar a onda do tricampeonato da seleção de futebol. “Mas nossos sobrenomes Gomes de Farias ajudaram a aumentar a confusão”, conta Ravel, lembrando a associação que as pessoas faziam com o brigadeiro Eduardo Gomes e o general Cordeiro de Farias. Também falavam que os dois eram filhos de militares. Na verdade, o pai deles era um pequeno comerciante paraibano e a mãe, uma dona-de-casa cearense, que chegaram a São Paulo nos anos 50 carregando a dupla de irmãos e a caçula Eva. Nascidos em Itaiçaba, Ceará, eles cresceram na periferia paulistana. Já como Dom & Ravel, em 1969 lançaram o primeiro LP, Terra boa, trazendo Você também é responsável, transformada pelo ex-ministro da Educação, Jarbas Passarinho, em hino do Mobral, o Movimento Brasileiro de Alfabetização. “Dois anos depois, o que prova que ela não foi feita sob encomenda”, frisa Ravel.
É evidente, contudo, que pelo caráter ufanista das canções o regime passou a se servir do sucesso da dupla. “Éramos visitados por militares armados, que nos davam passagens aéreas e as indicações dos locais onde devíamos nos apresentar. Não havia cachê, nem a remota possibilidade de dizer não”, determina Ravel. A roda-viva persistiu até 1973, quando Dom & Ravel gravaram Animais irracionais, falando de injustiça social. A direita não gostou e os dois viveram o outro lado da moeda. O disco e a música foram banidos das rádios. “Ficamos desacreditados, tivemos nossas casas invadidas, fomos agredidos, currados”, rememora Ravel. Atualmente, ele mora no bairro da Cantareira, em São Paulo, com a mulher Rejane, 50 anos, e a filha Priscilla, 26, numa casa pertencente a irmã Eva. Acaba de lançar o CD Deus é o juiz, em homenagem ao irmão, com sucessos da dupla. Eu te amo meu Brasil não entrou na seleção. 
Escrito por Matheus Trunk às 20h22
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