CAPOVILA O GIGANTE DO MOMENTO
Este filme do Capô, é muito ESTRANHO. Muito mesmo. Essa é a melhor afirmação
que se pode fazer sobre ele. Pereio e uma porrada de atores desconhecidos. Logo,
no começo ele já aparece peladão, notabilizando o valor do sexo que acontece diversas
vezes ao longo da fita. Poesia, loucura, piração, tudo junto. Muitos atores são amadores e
a maioria do filme foi filmado na cidade carioca de Paraty, conhecida pelo bejo conjunto arquitetônico
do século XIX e pelas belas praias. FOi uma experiência muito diferente ver um filme como esse, meio
experimental, mas não assim totalmente, como os do Bressane por exemplo, de que eu não tenho tanta
admiração. Mas desse filme do Capô eu não quis parar de ver, e fiquei até o final da sessão (que tinha 10
pessoas). Mas foi louco mesmo. Mas gostei de tudo isso. Poucos filmes são assim no circuito comercial
de shoppings centers. Sem falar que o Capô, não se entrega e não se vende, merecendo assim seu nome
de gigante do cinema brasileiro, já que ele tem 74 anos e continua deixando jovens de 17 como eu intrigados
até hoje. Resumo da ópera: o cara é foda ! E não só ele olha a equipe: Dib Lufti, talvez o maior fotógrafo
do cinema brasileiro de todos os tempos e Mário Carneiro, o maior montador de todos os tempos, depois
de Radar e Waldemar Noya, nome singular do cinema brasileiro e muitíssimo e infelizmente esquecido.
Ainda ficarei milionário por causa do cinema brasileiro um dia. Vocês ferão.

CAPÔ: CULPA DELE FAZER UM FILME 100 VEZES MELHOR QUE SIN CITY, MAS QUE SÓ
PASSA EM DUAS SALAS DE CINEMA. GIGANTE, MERECE NOSSA ADMIRAÇÃO.
Escrito por Matheus Trunk às 01h39
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