08/10 (sábado) - 18h
Os desclassificados, de Clery Cunha. São Paulo, 1972, 35mm, cor, 87’, exibição em vídeo. Com Hélio Souto, Joana Fomm, Roberto Batalin, Darcy Silva, Clery Cunha. Sessão com a presença do diretor Clery Cunha
Jovem problemático deseja sexualmente a madrasta, mas ela tem um caso com o gerente do banco. Para se vingar, ele planeja um assalto espetacular à agência onde o amante da mulher de seu pai trabalha. Clery Cunha é ator, roteirista, diretor e produtor de comédias, melodramas, filmes policiais, de um faroeste e do clássico “Joelma, 23º andar”.
08/10 (sábado) - 20h30
Um pistoleiro chamado Papaco, de Mário Vaz Filho. São Paulo, 1986, 35mm, cor, 70’, exibição em vídeo. Com Fernando Benini, Nikita, Márcia Ferro, Agnaldo Costa, Satã, Chumbinho, Priscila Presley, Custódio Gomes. Sessão com a presença do diretor Mário Vaz Filho
Papaco, pistoleiro de aluguel, arrasta um caixão recheado de preciosas mercadorias que pretende negociar com um grupo de bandidos. Durante sua jornada, muitos tentarão roubá-lo, mas Papaco tem sempre uma surpresa preparada para os seus inimigos... Mário Vaz, diretor de “A mulher que se disputa”, realizou um filme de sexo explícito que toma de assalto todos os clichês do “western-spaghetti”.
09/10 (domingo) - 16h
Seduzidas pelo demônio, de Raffaele Rossi. São Paulo, 1975, 35mm, cor, 90’, exibição em vídeo. Com Roberto Cesar, Cassiano Ricardo, Shirley Stech, José Mesquita, Padre Quevedo.
Pacato estudante universitário é possuído por um espírito maligno e se transforma numa besta sanguinária... Completamente desesperado, o pai do garoto vai pedir ajuda ao Pe. Quevedo. Raffaele Rossi – roteirista, fotógrafo, diretor e montador de “Seduzidas pelo demônio” – enxertou cenas inteiras da produção alemã “Blood demon” (1967) no filme. Uma pérola do cinema “classe B” paulista.
09/10 (domingo) - 18h
Os depravados, de Tony Vieira. São Paulo, 1978, 35mm, cor, 86’, exibição em vídeo. Com Tony Vieira, Claudette Joubert, Heitor Gaiotti, Rajá de Aragão, Belmonte, Nestor Lima. Sessão com a presença do ator Heitor Gaiotti e do montador Walter Vani.
O bandido Moreno (Tony Vieira) quer se regenerar, mas antes vai ter que acertar contas com a sua antiga quadrilha, especializada em seqüestrar e estuprar meninas ricas, mantidas em cativeiro como verdadeiros animais. Tony Vieira, produtor, diretor e astro de todos os seus filmes, sempre policiais ou westerns, é um dos maiores mitos do cinema da Boca do Lixo. No elenco de “Os depravados” estão duas presenças obrigatórias em filmes de Tony Vieira: a estrela Claudette Joubert (esposa do diretor) e o comediante Heitor Gaiotti.
09/10 (domingo) - 20h30
Senta no meu que eu entro na tua, de Ody Fraga. São Paulo, 1984, 35mm, cor, 87’, exibição em vídeo. Com Sílvia Dumont, Germano Vezani, Débora Muniz, Sandra Midori, Jaime Cardoso, Kelly Muriel
O roteirista e diretor Ody Fraga (1927-1987) foi uma das figuras mais respeitadas e atuantes do cinema da Boca do Lixo. Precursor do erotismo no cinema paulista com o filme “Vidas nuas” (1967), Ody comenta esta sua investida na comédia de sexo explícito: “Um filme feliz onde se conta a história de duas pessoas felizes. Nela o orgão sexual adquire voz e consciência, nele nasce-lhe um pênis extra e muito vigoroso na cabeça. Isso, porém, não resulta para nenhum dos dois em tragédia teratológica, ao contrário, em muito amplia seu luminoso prazer em desfrutar das lides sexuais”. Fotografia de Aloísio Raulyno.
Explicitar a proibição é o objetivo da mostra Proibido para menores – Os maiores clássicos da Boca do Lixo – Vol. 1, organizada pelo cineclube carioca Malditos Filmes Brasileiros! e composta por 8 títulos produzidos entre os anos de 1970 e 1986. A seleção ironiza sobretudo a percepção da censura a qual estes filmes foram subjugados, ora pelos escribas da história oficial do Cinema Brasileiro, ora pelos censores oficiais e ora pelo ascetismo crítico de gente que compreende o cinema estrangeiro, mas encontra dificuldades com o “similar” tupiniquim.
A série, que a Cinemateca Brasileira inicia neste mês de outubro, é uma ótima oportunidade de conhecer o cinema da Boca do Lixo, importante núcleo da cinematografia paulista das décadas de 70 e 80 montado a partir de um esquema de produção totalmente independente, mas que ainda assim conquistou – por meio da exploração dos principais modelos do cinema comercial tais como o faroeste, a comédia erótica, o filme de terror e o policial – importante espaço no mercado exibidor brasileiro, predominantemente dominado pelo filme estrangeiro.
Após a exibição de alguns dos filmes programados, o público ainda poderá conversar com seus realizadores.
Dessa forma, a Cinemateca Brasileira cumpre mais uma vez seu papel ao oferecer, através da mostra, um panorama mais abrangente da produção cinematográfica nacional.
Núcleo de Programação da Cinemateca Brasileira
Escrito por Matheus Trunk às 20h22
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DÁ-LHE REMIER ! ESTOU NESSA
PROIBIDO PARA MENORES Os Maiores Clássicos da Boca do Lixo Vol. 1
06 a 09 de outubro de 2005
SALA CINEMATECA Cinemateca Brasileira Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana - São Paulo (próxima ao Metrô Vila Mariana) Informações pelos telefones: 5084-2177 (ramal 210) ou 5081-2954 Ingressos: R$ 4,00 (inteira) - R$ 2,00 (meia-entrada) Atenção: Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Escolas Públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.
Programação
06/10 (quinta-feira) 19h30 Sangue em Santa Maria
07/10 (sexta-feira) 19h30 Patty, a mulher proibida
08/10 (sábado) 16h Obsessão maldita 18h Os desclassificados 20h30 Um pistoleiro chamado Papaco
09/10 (domingo) 16h Seduzidas pelo demônio 18h Os depravados 20h30 Senta no meu que eu entro na tua
06/10 (quinta-feira) - 19h30
Sangue em Santa Maria, de Rubens da Silva Prado. São Paulo, 1970, 35mm, cor, 67’, exibição em vídeo. Com Alex Prado, Rosana Mondin, Walter Vani, Cristobal Diaz, Janis Cooper, Maurício Monker, Bruzone Dantas, Antônio Poli, Pontes Santos, Rodrigo Coriolano, Ciganito. Sessão com a presença do diretor Rubens da Silva Prado.
Segundo faroeste dirigido, produzido e fotografado por Rubens da Silva Prado (ou Alex Prado, como também é conhecido), cineasta formado nos estúdios de Primo Carbonari. O filme conta a história do jovem Paulo (Alex Prado) que chega na colônia mexicana de Santa Maria para vingar a morte do pai. Mas Paulo se transforma em alvo de uma caçada frenética ao se envolver com a namorada do maior pistoleiro da região, um psicopata que manda crucificar todos os moradores da cidade.
07/10 (sexta-feira) - 19h30
Patty, a mulher proibida, de Luiz Gonzaga dos Santos. São Paulo, 1979, 35mm, cor, 83’, exibição em vídeo. Com Helena Ramos, Roberto Miranda e Dilin Costa. Sessão com a presença do diretor Luiz Gonzaga dos Santos.
Baseado no conto “Mustang cor de sangue”, de Marcos Rey. Apresentador de um programa de TV infantil, adorado pela criançada, o anão Jujuba (Dilin Costa) é, na verdade, um homem devasso e sem escrúpulos. Jujuba e seu fiel Escriba (Roberto Miranda), um ex-comunista calhorda que vive de escrever o roteiro dos programas do anão, tentam seduzir a stripper Patty (Helena Ramos) oferecendo à garota um emprego na televisão.
08/10 (sábado) - 16h
Obsessão maldita, de Flávio Nogueira. São Paulo, 1973, 35mm, cor, 102’. Com Alexandre Dressler, Selma Egrei, Cláudo Clementino, David Neto, Sônia Garcia.
“Incapaz de enfrentar a realidade, Richard, o principal personagem do filme, se vinga do seu destino, metamorfoseando o horror de seu sofrimento e humilhação em supremo prazer sadomasoquista”, avisa a publicidade do filme. “Obsessão maldita” é o segundo filme do diretor, produtor e roteirista Flávio Nogueira, autor do clássico “Bonecas Diabólicas”. Fotografia de Pio Zamuner.
Escrito por Matheus Trunk às 20h22
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HOMENAGEM A
DILERMANDO PINHEIRO

As instituições políticas, culturais e tudo mais brasileiras não estão preocupadas com a nossa cultura.
Com os personagens da nossa gente, não. Estão preocupados ou com o dinheiro, que vai e volta ou
em se reelegerem, ou seja permanecerem no lugar onde estão, ou pior ainda, se empenharem ao
bastante para conseguirem subir na escalada do poder, da corrupção e como diria minha grande,
gloriosa e magistral avó Anita Martirani de Almeida (1925-): da sem-vergonhice !!!!!
Mas o homem, o grande homem aqui que pretende tratar não tem culpa de nada disso. O abandono
de artistas como esse, é o mesmo abandono com a verdadeira cultura brasileira. Não uma cultura
feita por gravadoras multinacionais, nem por grupos de axé, oxum e outras coisas. Não. O grande
homem DILERMANDO PINHEIRO (1917-1975) que hoje completaria 88 anos se
vivo, foi uma lenda do samba de breque. Herdeiro legítimo, e talvez o único mesmo por influência do
grande Luiz Barbosa, inventor do samba de breque e do chapéu de palhinha no samba, Pinheiro pegou
bem o estilo do anterior: tornando-se assim grande cantor das rádios Tupi, Nacional. Mas se consagrou
mesmo na Mayring Veiga, onde ao lado de Cyro Monteiro fez a famosa dupla 11, depois transfor-
mada em 10 (depois que Cyro engordou). Dilermando gravou muitos discos, mas infelizmente,
não se sabe (dá-lhe Tinhorão !!!) se pelas multinacionais ou por culpa das gravadoras mesmo, não
podem ser achados nem em sebos quase. Sérgio Cabral, jornalista empenhado em sua dedicação
a preservação da verdadeira música brasileira: o samba, operou um espetáculo em que a dupla 10
se reencontrou. Esse show chamou-se TELECOTECO 1 em 1962, sendo lançado em disco (que é
o único fácil de achar) pela Philips e hoje já relançado em CD, bem fácil de se encontrar (é verdade).
O único outro disco de Dilermando relançado em CD foi "BATUQUE NA PALHINHA" relançado pela EMI,
antes gravado pela Marcus Pereira.  
O primeiro com Cyro, é indispensável para qualquer fã de samba, pois é um discaço,
os dois cantando os maiores nomes do samba de todos os tempos (Pixinga, Geraldão,
Wilson, Noel, Sinhô, Ary Barroso, Assis Valente, Ismael Silva entre outros cobras criados).
Dilermando, também foi fortemente influenciado pelo grande VASSOURINHA, outro esquecido
da nossa música popular. Seus maiores sucessos foram: "Minha Palhoça", Risoleta", de Raul Marques e
Moacir Bernardino e "Seu Libório", de João de Barro e Alberto Ribeiro. Sua morte foi trágica, pois
tinha ganhado finalmente a chance de cantar na TV tendo um ataque cardíaco dentro dos estúdios
da TV Rio, onde estava se realizando uma homenagem ao compositor Geraldo Pereira.
Para sobreviver, Dilermando era inspetor de colégio. Seu nome ficará guardado para sempre entre os
grandes intérpretes do samba de breque.
Escrito por Matheus Trunk às 21h54
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