HOMENAGEM A MONARCO E A TINHORÃO

HOMENAGEM A MONARCO E A TINHORÃO
ESSE GRANDE sambista que é Monarco e esse grande jornalista/pesquisador que é Tinhorão.
Pois eu como fã do segundo, li que ele considerava o primeiro disco do primeiro, MONARCO de 1976
que é impossível de se achar em vinil. Em CD, foi lançado em uma minúscula tiragem (1000 cópias),
que é caro, pra um disco de samba, só achando (eu pelo menos só achei na POPS da Teodoro) em
lojas especializadas e não em qualquer shopping center. Mas mesmo assim, o disco tinha sido
lançado pela falescida Continental, depois comprada pela WEA que relançou o disco. Monarco mais
uma vez, homenageia o bamba Paulo da Portela, canta músicas suas que tinham sido na época
gravadas por Paulinho e Martinho e detona no grito. Grande poeta, grande cantor, que merece
várias homenagens. Já Tinhorão que devia estar na Academia Brasileira de Letras (onde estão
Paulo Coelho, Sarney, Ivo Pitanguy, o falescido Roberto Marinho e outros que não
deviam nunca estar lá. Mas fica claro, muita gente que está lá deve com certeza ficar lá, porque
são grandes escritores, mas muitos não passam de aproveitadores). Mas o mestre, o exemplo,
o grande José Ramos Tinhorão nunca nunca foi aproveitador. Sempre fazendo o que ele mesmo
se propunha e pagando os patos para defender seus próprios interesses. Defender o samba,
gênero do povo brasileiro. Claro, que muitas opiniões de Tinhorão, eu mesmo acho levianas e mesmo
preconceituosas, mas sua importância ao jornalismo e a cultura brasileira é fundamental.
Eu como jovem, que vou prestar essa área e a qual pretendo ser um profissional como ele: fiel
antes de tudo ao que acha sagrado e não fazendo baba ovo. Em tempos de Diogo Mainardi,
a palavra de um mestre como José Ramos Tinhorão chega a ser milagre.
Escrito por Matheus Trunk às 19h09
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