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10 CLÁSSICOS
Essa seção pretende dar ao amigo leitor do blog, um panorama na música brega/cafona brasileira.
Espero que gostem. Para saber mais sobre o brega leiam o livro "Eu Não Sou Cachorro Não" do
historiador Paulo César de Araújo, o livro que virou a minha cabeça. Divirtam-se !
***Dedicado a Aladir Tadeu Borges "sebo boy" e a Nivalda.
Escrito por Matheus Trunk às 00h04
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CLÁSSICOS 10
    
DOM & RAVEL- Alegria Tropical- vol 1- 1990- NGS
Para terminar a lista, somente botando artistas que permanecem e foram jogados no
limbo do limbo da história musical do Brasil. Dom & Ravel é o mais representativo de todos eles.
Artistas comuns, populares, embarcaram em elogiar o Brasil numa época em que isso não era muito
recomendável. Pobres, nordestinos, que tinham de entrar em apartamentos de amigos pelas portas
do fundo, foram condenados por fazerem o que todo mundo fazia, elogiar o país. Porque isso não
aconteceu também com Jorge Ben ? com Elis Regina (que gravou "Aquarela do Brasil durante o governo
Medici) ? com Chico Buarque, que era um dos cantores favoritos de Costa e Silva ? com Roberto Silva
que fez um disco chamado "Protesto Ao Protesto" em pleno governo Medici ou Jair Rodrigues, que fez um
disco chamado "Sambe ou Se Mande" ???? Não, tudo isso ficou para Dom & Ravel, para estes pagarem
por todos os outros. Por isso, os intelectuais de plantão que votam no PT, o pessoal dos direitos humanos
vão condená-los como todos os condenaram facilmente. Hipocrisia continua na cara dessas pessoas. Tudo
ficou para um pequeno (Dom & Ravel) pagar por toda hipocrisia da sigla política M-P-B. Este disco de 1990,
foi um gigantesco fracasso. Há muito tempo afastados de gravadoras, TVs, rádios, ETC, a dupla fez um disco
que é influenciou e criou diversos fenômenos musicais passageiros do final dos anos 90 e início do século 21.
Tais como funk-carioca, o axé, o oxum, já eram todos previstos por Dom & Ravel nesta obra-prima de 1990.
Músicas como "Chegou O Trio Elétrico", "Alegria Em Nosso Ninho", "Começou A Rabaneira", fizeram a alegria
de meia dúzia que compraram este disco, numa época em que tudo caminhava ao CD. Não integrados a isso,
Dom & Ravel continuaram com seu repertório habitual com "Piu Piu" (parceria com o humorista Raul Gil), "Boca
Livre" e a obra-prima "Rua do Caminho". Ainda tiveram tempo de regravar o maldito sucesso "Eu te Amo, Meu
Brasil, Eu Te Amo", mandando intelectuais de plantão que andam com livros e camisas de Che Guevara as
favas, proclamando a música cafona/brega. Dom, já falescido, líder da dupla sofreu muito com tudo que
aconteceu a eles. Ravel, hoje está cego, e mora em um "lugar muito pobre e feio" seguinte o cantor e amigo
Ed Carlos. Esses são artistas brasileiros, não intelectuais de plantão, nem comunistas de classe média que
papai paga tudo.
Escrito por Matheus Trunk às 00h02
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CLÁSSICOS 9
CLÁUDIO FONTANA- Copacabana- 1975
Cláudio Fontana, até agora esquecidíssimo e quase passando a limbo, é um dos maiores
representantes da canção cafona do período. Este precioso disco de 1975, é uma delícia aos
ouvidos. Contendo o mega-sucesso, trilha sonora de motéis década de 70 ("Recordações de
Ypacaraí", versão) com orquestração do maestro Zezinho. Fontana tentava dar uma de Jorge Ben
("Brasil Tropical"), continuava a sempre linda onda brega ("Você Me Iludiu"), dava luz a canções de
temas pessoais ("Minha História") e ainda contava com uma influência Mutantes/Raulzito ("Problemas").
Disco curiossísimo, nos arquivos da EMI, tendo sido lançado pelo mestre Adiel Mendes de Caravalho,
homem que mais fez pela música brega.
Escrito por Matheus Trunk às 23h46
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CLÁSSICOS 8
PAULO SÉRGIO- VOL 7- Beverly- 1973
Em 1973, Gal Costa regravou a guarânia "Índia" original de Cascatinha e Inhana.
Os críticos se babaram e deliraram. Mas o disco não vendeu nada, prateleira.
Acompanhado pelos Carbonos (o maior grupo de música brega/cafona que já houve no
Brasil) Paulão, também fez sua versão da guarânia de "Índia", só que não conseguiu agradar os críticos como
Gal. Mas fez enorme sucesso, levando á música aos primeiros lugares nas paradas de sucesso. Além de "Índia",
Paulo Sérgio com sua voz rasgada e suas camisas abertas e calças boca-de-sino, detonava músicas como
"Nem Mesmo Cristo", "Falta Alguém Em Nossa Vida" (preciso tanto de um filho seu/pra renascer o amor que
quase já morreu"), "Máquinas Humanas", "Rosana", entre outras. E a incendiária e melhor versão de Índia.
Paulo Sérgio e Os Carbonos é qualidade de que sua discoteca não fique infectada de MPB e intelectualismo
sem pé nem cabeça.
Escrito por Matheus Trunk às 23h40
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CLÁSSICOS 7
 
Odair José- 1973- Polydor
Se este rol de clássicos não tivesse Odair José, poderiam me internar.
Verdadeiro homem síntese de todos os artistas aqui homenageados, Odair se
consagrou como "o terror das empregadas" ou o "Bobo Dylan da Central do Brasil"
com este disco que permanece no imaginário das classes populares do país até hoje.
Não ligando com a brutal Ditadura Militar que assolava o país, Odair preparou seu mais
bombástico LP. Disco que contém sucessos como "Eu, Você e A Praça", "Deixa Essa
Vergonha de Lado" (sobre as empregadas), "Revista Proibida" (sobre as revistas que influenciavam
os jovens que viam pornochanchadas do Mozael Silveira) e o mega-sucesso "UMA VIDA SÓ" (Pare de
Tomar A Pílula), a canção mais conhecida do cantor goiano até hoje. Até hoje não relançado em CD, como
boa parte dos discos clássicos desta lista.
Escrito por Matheus Trunk às 23h31
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CLÁSSICOS 6
Luiz Ayrão- 1977- Emi-Odeon
Disco antológico de Ayrão, aqui em sua melhor fase. Continuando o sucesso obtido com "Silêncio da
Madrugada" e "Porta Aberta", Ayrão que era um dos maiores vendedores de discos da Odeon, lançou
este curioso e extraordinário disco em 1977. Disco que brincava com a Ditadura Miltar em voga no país,
que completava 13 anos naquela oportunidade. A música "Divórcio" falava sobre o tema "treze anos eu te
aturo/ eu não aguento mais/ não há Cristo que sossegue eu não sossego em paz/você vem me infenizando
que nem Satanás/ você vem me enclausurando como em Alcatraz. Ayrão, ainda estava tanto em forma
que conseguiria mandar recado a Chico Buarque ("Meu Caro Amigo Chico"), falar da Portela "O Que Que Há
Portela", "Mulher A Brasileira"), brincar de "Não Pise Na Grama", fazer seu melhor sucesso romântico ("Os
Amantes", recentemente regravada por Daniel na novela "América") e brincar com a juventude ("Sou
Estudante"). Com certeza, o melhor trabalho de toda a carreira de Ayrão.
Escrito por Matheus Trunk às 23h21
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CLÁSSICOS 5
AGNALDO TIMÓTEO- A Galeria do Amor- 1975- Emi-Odeon
Disco fundamental e extraordinário da discografia do grande Timóteo. Hoje político e tratado como um homem
sem valor artístico, Timóteo foi um dos maiores vendedores de discos do país. Este álbum de 75, é seu ponto
mais alto, falando sobre a Galeria Alaska, ponto de encontro de homossexuais no Rio de Janeiro. "A Galeria do
Amor" que se tornaria grande sucesso. Outros pontos altos do disco é "A Noiva", "Juntos", "Eu Vou Dividir".
Álbum que faz parte da trilogia da "noite" de Timóteo: "A Galeria de Amor" (75), "Perdido Na Noite" (76) e
"Eu Pecador" (77).
Escrito por Matheus Trunk às 23h14
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CLÁSSICOS 4
EVALDO BRAGA- O ÍDOLO NEGRO VOL 2- Polydor- 1972
Pelo selo popular da multinacional Philips, Evaldo Braga, um dos gigantes da canção
cafona dos anos 70 lançou sua obra-prima em 1972. Este disco é o melhor dos três da carreira
do cantor negro. Sua morte trágica e prematura, apenas aumenta seu legado de intérprete e autor
de uma temática extremamente pessoal. "Sorria Meu Bem" é lembrada até hoje. Mas muita coisa
se encontra nesse disco, "Mentira" de Osmar Navarro (gênio), "Tudo Fizeram Pra Me Derrotar",
"Eu Não Sou Lixo" e outras baladas que consagram Evaldo Braga como um cantor acima do mero
título "brega" ou "cafona".
Escrito por Matheus Trunk às 23h08
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CLÁSSICOS 3
BENITO DI PAULA GRAVADO AO VIVO- Copacabana- 1974
Disco que consagrou Benito Di Paula como o maior nome do "samba jóia". Neste disco o piano
de Benito está melhor que nunca. Repleto de sucessos, como "Charile Brown", que estourou em
todo país. Retornando o sucesso de "Retalhos de Cetim" de 73, Benito caprichou em seu melhor
álbum, que mesmo não sendo ao vivo, como anunciado no título, vale realmente muito a pena.
Há ainda uma homenagem a Geraldo Vandré ("Tributo A Um Rei Esquecido").
Escrito por Matheus Trunk às 23h04
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CLÁSSICOS 2
NELSON NED VOL 3- Copacabana
Discaço do "gigante da canção", cantor dos mais importantes do meio artístico brega/cafona dos
anos 70. Depois de "Tudo Passará" e "Domingo A Tarde", ele adentrou os grandes estúdios da querida
gravadora Copacabana e gravou um de seus mais interessantes trabalhos. Repleto de músicas românticas,
traz a grandeza de um cantor de um metro e meio de altura cantando com um talento digno de gigante,
embalando as canções de amor. "Ninguém Irá Te Amar" é absolutamente genial, "Traumas de Infância" é
um clássico, "Deus Abençoe As Crianças" é simplesmente uma das músicas mais Brasil 70´s. Disco básico
do cantor mineiro, talento brasileiro.
Escrito por Matheus Trunk às 22h59
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CLÁSSICOS- 1
PAULO SÉRGIO VOL 1- 1968- CARAVALLE
Primeiro e fundamental disco de Paulão. O melhor disco do cara, que fez ele explodir nas paradas
de sucesso. Recheado de baladas bregas da melhor qualidade (Não Me Trate Como Um Cão, No Dia
Em Que Parti, Gosto Muito de Você, Sorri Meu Bem, Não Sei Te Esquecer, Pro Diabo Os Conselhos de
Você) e da fantástica e explosiva "Última Canção". Foi esse disco que consagrou Adiel Macedo de Carvalho,
AMC como o grande produtor brega de todos os tempos, pelos selos populares mais bregas e geniais da história
(Beverly, Caravalle, Copacabana) e incomodou a multinacional CBS, obrigando a Roberto Carlos declarar-se
"O Inimitável" em seu disco seguinte. Fundamental em qualquer discoteca brega, que não deve ter discos
como "Caros Amigos" e "Araça Azul" (urgh !!!).
Escrito por Matheus Trunk às 22h55
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PROGRAMA BREGA
Para os bregas de plantão de São Paulo e região, tragam suas correntes, suas camisas abertas e
seus cabelos despenteados para a rádio Tropical FM (107,9), a última rádio FM do rádio, todo domingo
das 16:00 ás 19:00, o programa ÉRAMOS TODOS JOVENS. Somente Jovem Guarda, bregas e associados,
mas somente para fãs e doidos pelo gênero. Se você escuta Marisa Monte e adjacências será surrado !!!
O programa é apresentado pelo grande cantor CYRO AGUIAR, que participou da Jovem Guarda e depois virou
sambista. A voz dele é horrível, mas o programa é legal. Já ouvi até Paulo Henrique nele (!!!) !!!
Escrito por Matheus Trunk às 20h05
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OS NUNCA RELANÇADOS- VOL 1
ED CARLOS: UM DOS MAIORES NOMES DO CANCIONEIRO JOVEM GUARDISTA-BREGA
  
Um dos maiores nomes da canção brega-cafona-jovem guardista foi o grande Ed Carlos sempre apadrinhado pelo rei. Ed, começou novo na Jovem Guarda, com apenas 14 anos.
Tudo isso graças a Roberto. Quando este se hospedou em um hotel para dar um show na capital paulista, o garoto Oscar Teixeira chegou a ele e se apresentou como cantor.Agradando ao rei, Teixeira ganhou sua grande chance, pois pretendia se tornar cantor para ajudar a família pobre. Roberto conseguiu que ele fizesse contrato com a RGE que lançou o menino como astro nacional pelo selo Fermata. A RGE era uma das mais importantes gravadoras do período, investindo em artistas como Erasmo Carlos, Marcos Roberto, Dori Edson.
O menino adotou o nome artístico de ED CARLOS, passando a se apresentar nas "jovens tardes de domingo" da Record em 1967
O sucesso veio logo no primeiro compacto com "Edifício de Carinho" de Roberto e Tom Gomes.Mas o estouro estava pra vir. Pouco tempo depois ele lançou a música "Estou Feliz" versão de Puppet On a String. A música fez tanto sucesso, que até outros cantores do programa gravaram a versão, mas somente Ed teve sucesso com ela. Até hoje é seu maior sucesso conhecidíssima e tendo presença marcante no repertório e cancioneiro brega-brasileiro com os dizeres: "Ah ! Eu estoufeliz/porque o amor/que um dia foi embora/agora voltou/e que gosta só de mim/nunca mais vai me deixar".
O primeiro disco do garoto, que com mesmo com 14 anos ficou no topo das paradas do sucesso, veio em março de 1968, contendo "Estou Feliz" como carro-chefe. O disco vendeu aproximadamente 300.000 cópias, estourando nas paradas do sucesso. Até hoje Ed e “Estou Feliz” são lembrados. Para ter uma idéia basta ir no site Timemachine, a parada de sucessos de todos os tempos, tendo essa música ficado na trogésima sétima posição de 1967., o site é: http://www.hot100brasil.com/timemachine1967.html.
O sucesso foi tamanho que o menino Ed, foi contratado pela Bandeirantes. Lá apresentou seu próprio programa o “Mini Guarda” em que apresentou ao lado de Enza Flori. O programa revelou grandes nomes da música romântica, como o cantor Fábio Júnior.
Ed mudou também de gravadora, indo para a CBS (hoje Sony), multinacional que mais investiu na Jovem Guarda. No seu cast contavam Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani, Leno e Lílian, Renato e Seus Blue Caps, José Roberto, entre outros.
Produzido inicialmente por Mauro Motta, que também produzia Roberto. Ed gravou mais quatro discos para a multinacional e inúmeros compactos. Seu último disco é de 1977, já produzido por Lincoln Olivetti, o cara que alavancou a carreira de Tim Maia, Gal Costa, Maria Bethânia, Roberto, Frenéticos...
Ed tem hoje um restaurante no Cambuci, chamado “Ed Carnes” que possui uma comida deliciosa (posso afirmar porque já fui lá !). O site do restaurante é www.edcarnes.com.br.
Embora muitos nomes da Jovem Guarda já tenham toda sua obra relançada em CD (Roberto, Erasmo, Wanderléa, Jerry Adriani), nenhum disco de Ed foi relançado em CD, um absurdo que continua pertubando muitos artistas brasileiros. Ed, não tinha seu primeiro disco de 1968, somente ano passado, em novembro de 2005, eu Matheus Trunk, dei o primeiro disco pro cara.
DISCOGRAFIA:
1968- Ed Carlos- Fermata
1973- Tanto Amor- CBS/Okeh
1974- Ed Carlos- CBS/Okeh
1975- Juro Que Te Amo- CBS/Okeh
1977- Ed Carlos- CBS
Escrito por Matheus Trunk às 01h08
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