OS NUNCA-RELANÇADOS VOL 2: MOACYR FRANCO
    
Este espaço prossegue, dando espaço a artistas que nunca tiveram nenhum disco de sua obra original relançado. Ou seja, no máximo se resume a coletâneas caça-níqueis.
Um dos maiores nomes da canção romântica brasileira, Moacyr Franco, além de cantor e compositor, é humorista, comediante e foi apresentador de TV. Hoje, já setuagenário, tem suas baladas românticas sempre relembradas e cantaroladas por fãs por todo país. Meu padrasto, Tadeu uma espécie de “professor” meu de brega, não passa um dia sem cantar uma música dele. Franco é mineiro, de Ituiutaba, tendo iniciado sua carreira artística no rádio. Seu primeiro sucesso nacional de foi a música “Me Dá Um Dinheiro Aí”, que chegou a vender mais de 100.000 cópias, um recorde na época, vencendo o troféu Roquette Pinto. Conseguindo enorme repercussão, conseguiu fazer parte do elenco de programas humorísticos de TV como “A Praça da Alegria”, “O Riso É O Limite” e “Rio Te Adoro”. Com o passar do tempo e seu inegável talento, foi também apresentador de programas de televisão, como Show Doçura (TV Rio) e Moacyr TV (TV Globo).
Prosseguiu carreira musical na gravadora Copacabana. Seu primeiro LP, “Contrates” continha o grande sucesso “Suave É A Noite” versão do produtor Nazareno de Brito e “Ninguém Chora Por Mim”. Outros grandes êxitos foram “Cartas Na Mesa” (cartas na mesa/ verdade, franqueza/pago dobrado/e perco calado), “Eu Te Darei Bem Mais”, “Balada Número 7- Mané Garrincha” e “Balada Para Um Louco”, versão que popularizou Astor Piazolla pela primeira vez no Brasil. Gravou ao todo 12 discos pela gravadora, indo depois para Continental. Sendo muito popular em sua época, recebeu mais de 20 discos de ouro em toda sua carreira.
Depois com queda na carreira musical, voltou a televisão passando pela Tupi, Record, Bandeirantes e mais atualmente SBT. Participou de diversos programas na nova casa como “Pequenos Brilhantes”, “Concurso de Paródias”, “A Praça É Nossa” e “Meu Cunhado”. Foi também compositor de sucesso, sendo requisitado principalmente por artistas sertanejos, como Chitãozinho e Xororó, João Mineiro e Marciano, Nalva Aguiar, entre outros. Continua cantando, embora de maneira mais esparsa, até hoje.
Gravando ao todo aproximadamente 20 discos, todos permanecem sem o devido relançamento. A EMI, que comprou a Copacabana resumiu seus esforços a duas séries da coletânea intitulada “Seleção de Ouro”, com capas mal-feitas e informações confusas. A WEA, que detém o acervo da Continental, nem isso, já que a gravadora só relança coisas feitas por rockeiros dos anos 80 e parte de MPB (como Gilberto Gil, Paulinho da Viola), o resto parece estar esquecido. Não pouparemos nossos esforços aqui, continuando em mais séries dos nunca-relaçados.
Escrito por Matheus Trunk às 01h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|