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ENTREVISTA AGUILAR
Matheus Trunk, the great brazilian "seboboy" :
METTS THE BOCA DO LIXO
AND BECO DA FOME
and Jovem Guarda-BREGA´S
legends      :
22/07- Eduardo Aguilar 
??/08- Conrado Sanchez ????????
??/??- ???????????????
??/??- ????????????????
A entrevista com Aguilar foi enviada aos amigos
Gabriel, Ailton, Andrea Ormund, Carrard e a ele próprio.
Quem quiser, afinal ela finalmente ficou pronta, mande e-mail
para mtrunk@bol.com.br ou deixe comentários no blog.
Grato,
Matheus Trunk.
PS: Se você quer colaborar para esse grande programa internacional
de entrevistas de alguma forma, mande e-mail para mtrunk@bol.com.br
---Se você quer me elogiar ou qualquer coisa do gênero mande e-mail
para mtrunk@bol.com.br
---Se você me odeia e quer me xingar mande e-mail para mtrunk@bol.com.br
---Se você não tem porra nenhuma pra fazer mande e-mail para mtrunk@bol.com.br
Sempre grato,
matheus trunk, the great brazilian "seboboy".
Caros amigos,
A entrevista do amigo Eduardo Aguilar já está disponível.
Já a mandei pros amigos Carrard, Ailton Moreira, Gabriel, Andrea e agora vou
mandar pro próprio Aguilar. Se alguém mais quiser é fácil: mtrunk@bol.com.br
Saudações,
Matheus Trunk.
Escrito por Matheus Trunk às 00h44
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ELZA & FRED **, bem meloso (mas tem seus adoradores !).
OBRIGADO POR FUMAR ***, é divertido, o que já é ótimo.
Mas a grande novidade do dia fica aqui: não é que este Matheus Trunk, o pesquisador da Boca do Lixo
e dos cantores mais bregas/cafonas e interessantes do Brasil, descobriu o paradeiro de LUIZ CARLOS CLAY,
genial cantor da Jovem Guarda (já muitos anos afastado) e que fez parte do elenco de "CORRIDA EM BUSCA DO
AMOR" do mestre/poeta/ídolos Carlos Reichenbach. Puxa ! Os intelectuais que botem os cintos e se segurem
vem na próxima da próxima Freakium! um grande artigo sobre a obra e a importância de Luiz Carlos Clay.
É por isso que vivo, pra defender e reintegrar essas pessoas/filmes/discos. Senão meu amigo, eu ia ter que
ficar sentado no trono de um apartamento esperando a morte passar.
Saudações, vivas e tudo mais. Catzo cuore !

o único disco gravado pelo grande/mito LCC:
cafonice no fundo da alma
Escrito por Matheus Trunk às 22h18
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trechos entrevista Eduardo Aguilar
MT- Em “As Viúvas Eróticas”, a trilha sonora é do Jairo Ferreira, eu não sei se você viu ele fazendo a trilha sonora, como que foi ? você já conhecia ele? Enfim: como foi a história dele fazendo essa trilha ?
EA- O Jairo, na minha formação tem uma importância fundamental. O Jairo Ferreira escrevia na “Folha”, era o crítico da “Folha” antes do Inácio, escrevia muito bem, o texto dele era fantástico e lendo o texto dele é que eu me interessei por filmes digamos assim, herméticos, que talvez se não fosse ele eu jamais teria ido atrás. Tipo Julio Bressane, eu lembro que eu acompanhava uma mostra do Bressane no Cineclube da GV de ver sei lá, dez filmes do Bressane de uma enfiada só e ficar admirado e concordar com o Jairo, e embarcar com o discurso que o Jairo fazia sobre o que tinha de potencial aqueles filmes. E depois, quando eu pensei conheci ela ali na Boca, que era muito amigo do Carlão, aí então foi mais assustador que estar diante do Carlão, porque o Jairo eu me identificava mais que o Carlão. O Carlão, era um diretor da Boca que eu respeitava, que eu achava que se destacava mas não era alguém que eu punha num Olimpo, E o Jairo para mim, estava num Olimpo. Então, eu via aquela figura e não conseguia nem falar direito. Eu gaguejava, faltava assunto, não sabia o que dizer. O Jairo também era meio lacônico, não esticava a conversa. Mas enfim, fizemos amizade. Mas essa história de trilha, na verdade eu diria que é uma certa generosidade sua, porque o que na verdade ele fazia era a seleção musical. Ele pegava músicas existentes, naquela época...
Escrito por Matheus Trunk às 15h42
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trechos entrevista Eduardo Aguilar
MT- Continuando, fala um pouco da sua parceria com o Carlão: como foi ajustado isso ?
EA- A parceria se estabeleceu, principalmente pelo viés da amizade, foi isso que sustentou até hoje os trabalhos profissionais que a gente tem junto. Que é algo que ele espera no filme, o Carlão espera muito mais do assistente de direção que é o que eu faço quando eu trabalho com ele muito mais do que eficiência, ele espera cumplicidade. Ás vezes, o cara quer mais eficiência e pronto, mas isso não torna nenhum diretor melhor ou pior que o outro. Por exemplo, o Khouri não dava tanto importância pra esse relação com assistente podia ser fulano, podia ser beltrano, se fizesse bem tava ótimo. Pro Carlão é muito importante que o cara esteja envolvido com o projeto, com o filme que o cara abrace aquilo mais do que seja super competente, cumplicidade. Isso eu concordo com ele também essa eu diria que é outra lição que eu aprendi com ele porque eu também hoje quando estou envolvido com ele, por exemplo tive o Marcelo Carrard, editor do blog Mundo Paura, que está acompanhando a entrevista, no meu último curta “Oferendas”. E eu acho que um dos fatores que me levou a buscar uma participação afetiva assim como a do Marcelo é saber que ele vai estar cúmplice no projeto e não vai estar ali tipo oba-oba, sem um envolvimento mais forte.
MT- Com tesão
EA- Com tesão, exatamente, isso é exatamente é melhor que não participe que não tenha isso por mais competente que seja, não me interessa ter o fotógrafo Cristopher Doyle que é um gênio da luz, não vai me adiantar ter ele se ele não tá imerso no projeto que eu estou fazendo. Eu prefiro sei lá, ter o fulano que não é tão bom, o beltrano mas que tá apaixonadíssimo pelo filme, então isso é um quesito básico que o Carlão espera e que a amizade que a gente tinha foi fortalecendo essa relação.
Escrito por Matheus Trunk às 15h38
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IMPOSSÍVEL-apenas compacto
Eu sei que prometi: mas os amigos vão me desculpar. É impossível postar a entrevista com o Eduardo Aguilar porque
esse blog foi feito no UOL, e ha´um limite de 80 palavras. Ficar postando mais de 60 páginas em tamanho 12 é impossível
nem por todo amor pelo cinema brasileiro no mundo. Vou disponibilizar apenas o começo e quem quiser a entrevista inteira
mande e-mail para mtrunk@bol.com.br e diga: quero a entrevista toda ! Somente por e-mail posso mandá-la inteiramente.
Abraços, Matheus.
MT- Matheus Trunk
EA- Eduardo Aguilar
MT- Queria começar que você falasse como você foi gostar de cinema, se interessar e como você foi cair na Boca ?
EA- Gostar mesmo de cinema foi na adolescência lá pelos 14,15 anos. Eu estava na fase de descoberta das coisas. Não tava muito afim do batente, então ás vezes eu matava o serviço pegando um cineminha. Nessa eu comecei a me apaixonar, já tinha uma ligação que vinha pelo meu irmão. Meu irmão gostava de um cinema engajado. Não que ele gostasse de cinema, mas gostava de trabalhos que de alguma forma tinha uma ligação com o social.
MT- Tipo “Lúcio Flávio” (referindo-se a “Lúcio Flávio, Passageiro da Agonia” de Hector Babenco com Reginaldo Faria).
EA- Ele via “Lúcio Flávio” filmes que falavam da realidade brasileiro. Nós estávamos no final da década de 70, lá por 76, 77 o Brasil ainda sobre a Ditadura então tinha essa questão das pessoas que tinham algum discernimento querer discutir a realidade e coisa e tal. Meu irmão, era um adepto desse cinema. Cinema Novo, que era preocupado com as questões sociais. Eu comecei por aí, mas eu logo desgarrei (risos). No processo de desgarrar, eu estava fazendo colegial técnico que era moda na época, as famílias de classe média, classe média baixa meio que determinavam que os filhos deveriam fazer algo que encaminhasse a uma profissão logo no colegial, hoje ensino médio. Então, eu fazia técnico de administração. Eu detestava, achava um horror aquilo, então comecei a matar as aulas para ir no cinema. Perdi um ano, depois fiz um colegial normal.
MT- Seus pais não descobriram ?
EA- Descobriram. Deu um bode (risos). E nessa confusão toda, matando serviço que na verdade nem tinha, já que eu estava desempregado, enrolando dizendo que tava trabalhando e indo no cinema.
MT- Isso pra ver como o cinema na época era barato, porque hoje pra fazer isso o cara tem que gastar uma grana ?
EA- Você aponta uma realidade. Isso tem muito haver com aquele contexto. Porque se fosse hoje em dia, eu não conseguiria fazer isso não. Não só conseguia com uma grana merreca que eu tinha de outras situações, de outros empregos, eu conseguia enrolar e aparecer para a minha família que eu continuava trabalhando, como eu passava o dia inteiro indo no cinema. Ás vezes, eu tinha muito uma coisa de pegar um ônibus na parte da manhã e ir pra Caixa Prego, pro extremo de São Paulo, Jardim Ângela alguma coisa assim, simplesmente pra matar tempo até a sessão de cinema. Isso foi legal pra mim, porque foi um tempo em que eu conheci vários tipos dentro de ônibus, outros universos, o povo. Vi a cara do povo na rua, nos ônibus, na periferia e daí comecei a ir em muitos cinema populares também. Além do ingresso barato, os cinemas tinham um tipo de cinema popular com programa duplo que era mais barato ainda. Entrava nessas de me divertir e pegava um programa duplo, sei lá...
Escrito por Matheus Trunk às 23h59
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