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FILMES RAROS NA BIBLIOTECA PRESTES MAIA
A Biblioteca Municipal Prefeito Prestes Maia apresenta a Mostra "Cinco Visões de Nosso Cinema". Exibição de cinco clássicos do cinema brasileiro. Palestras. Debate com o público. Cópias em 16 mm. Todos os sábados do mês de março. Gratuito. Organização: Sergio Luiz de Andrade e Vinícius Del Fiol.
Dia 03/03 - 13:00 hs. O Cangaceiro (idem, BRA, 1953) Palestra de Vinícius Del Fiol
Direção: Lima Barreto Roteiro: Lima Barreto e Rachel de Queiroz Elenco: Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro, Vanja Orico, Adoniran Barbosa.
Duração: 95 min; Preto e Branco; Censura livre ; Aventura
Dia 10/03 - 13:00 hs. Palácio dos anjos (idem, BRA, 1970) Palestra de Andréa Ormond e Eduardo Aguilar.
Direção: Walter Hugo Khouri Roteiro: Walter Hugo Khouri Elenco: Norma Bengell, Joana Fomm, Adriana Prieto, Rossana Ghessa, John Herbert, Geneviève Grad. Duração: 96 min; Colorido; Censura16; Drama
Dia 17/03 - 13:00 hs. Ato de violência (idem, BRA, 1980) Palestra de Marcelo Carrard.
Direção: Eduardo Escorel Roteiro: Eduardo Escorel e Roberto Machado Elenco: Nuno Leal Maia, Selma Egrei, Renato Consorte, Ruthinéa de Moraes, Miriam Mehler. Duração: 112 min; Colorido; Censura 12; Policial
Dia 24/03 - 13:00 hs. A baronesa transviada (idem, BRA, 1957) Palestra de Matheus Trunk, com a presença do montador do filme Mauro Alice
Direção: Watson Macedo Roteiro: Watson Macedo e Chico Anysio Elenco: Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Humberto Catalano, Renato Consorte, Rosa Sandrini. Duração: 110 min; Preto e branco; Censura livre; Drama
Dia 31/03 - 13:00 hs. O Anjo loiro (idem, BRA, 1973) Palestra de Matheus Trunk, com a presença do diretor Alfredo Sternheim.
Direção: Alfredo Sternheim Roteiro: Juan Siringo - baseado no romance de Heinrich Mann Elenco: Vera Fischer, Mário Benvenutti, Célia Helena, Ewerton de Castro, Nuno Leal Maia. Duração: 99 min; Colorido; Censura 12; Drama
Local: Biblioteca Municipal Prefeito Prestes Maia Av. João Dias, 822 - Santo Amaro Tel.: 5687-0513 Lotação: 150 lugares Evento Gratuito
Escrito por Matheus Trunk às 23h01
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Pelo cinema paulista (e pelos verdadeiros heróis brasileiros)- parte 3
PAISÁ CONTRA O MESTRE BIÁFORA
Esse foi um artigo de Juliano Tosi, publicado na Paisá número 6, página 55. Caro Juliano, se ler isso não pense que é algo pessoal. É somente uma crítica a seu posicionamento sobre o Biáfora. Sei da seriedade e de como você ajudou o grande Jairo Ferreira. Porém, quanto ao Biáfora tenho discordâncias e quero as deixar publicas. O texto original está escrito em preto, os meus comentários pessoais em azul.
Escrito por Matheus Trunk às 01h04
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A CORAGEM DE SER:
Críticas de Rubem Biáfora; Rubem Biáfora; Organização Carlos Motta.
Por Juliano Tosi
Rubem Biáfora era um crítico que: 1) expressava-se terrivelmente mal (não concordo. Penso que ele se expressava muito bem. Pelo menos quando se lê uma crítica dele, sempre se sabe a posição dele sobre o filme. Inclusive porque o Biáfora quando gostava muito de um filme botava coisas tipo “imperdível”. Não concordar com ele em muitas posições é lógico e até espera-se isso. Mas que ele se expressava mal ? Sinceramente, acho que não), 2) por diversas vezes era de uma obtusidade espantosa (as críticas do Biáfora eram diretas e secas, não obtusas, pelo contrário). De onde, portanto, vinha a importância de seus textos ? (cara, realmente aí você exagerou. Você pode não gostar, achar dessinteressante os textos do Biáfora, é seu direito. Mas como simplesmente tirar a importância do cara ? Porra, quantos anos ele escreveu diariamente no Estadão ? Quantos anos ele defendeu o cinema popular e paulista de forma única ? Sem precisar de faculdades e de academias pra se esconder como muitos por aí ?).Ou antes: por que sua crítica seria ainda hoje motivo de alguma curiosidade ? (já respondido em cima e Juliano, um cara como você falando uma coisa dessas: realmente desculpa o termo, você foi infeliz falando isso amigo). A estas questões cruciais, no entanto, o livro é incapaz de dar conta (precisa dar conta de tudo isso ? O artigo dá conta de alguma delas ?). Antes, insiste-se no lugar comum. Vejamos os dois textos de apresentação: fale-se na “coragem de ser” e na independência do crítico (bem, como já disse anteriormente, pode-se não gostar do Biáfora, porém, tem que notar como ele era independente em sua época sendo um dos únicos críticos que se posicionou contrariamente o Cinema Novo e teve coragem. Puxa, o cara era autêntico pra burro, era ele mesmo. Portanto, era corajoso. Depende o tipo de coragem que o amigo espera de um crítico, se não é independência...), quando mais útil seria estudar um projeto estético e crítico que era a um só tempo um tanto particular e arraigado (lembramos de Moniz Viana e Ely Azeredo) (mais um problema: lembrar desses dois, que eram amigos dele. Pois bem: Ely Azeredo é um babaca, um cara que nem merecia ser citado no seu artigo. Ele acabou com o Anselmo Duarte por inveja, mas isso é outra história. Ele que criou o termo Cinema Novo, portanto, não parece muito da praia paulista do Biáfora. Já o Moniz, bem este não vai no cinema a não sei quantos anos e só vê Aurora e faroestes. Biáfora via de tudo, e foi um dos primeiros a dar destaque ao cinema japonês, ao da Boca, a Carlos Saura, Herzog, Pasolini...). Mais frutífero, também, seria constatar que ainda hoje pratica-se uma crítica mais próxima de Biáfora do que de Paulo Emílio, Sganzerla ou, para um exemplo mais atual, Inácio Araújo (mais uma diferença entre nós. Pois falar assim é horrível cara. Biáfora originou toda uma geração de críticos paulistas: Alfredo Sternheim, Carlos Motta, José Julio Spiewak, Maurício Rittner, Rubens Ewald Filho. Desmerecer essas pessoas somente porque elas não tem o mesmo gosto cinematográfico que você é complicado. E eu, embora o Carlão vai ficar puto deixo claro: acho Biáfora muito mais importante ao nosso cinema que Paulo Emílio. Paulo Emílio foi fundamental sim, mas para a academia. Quem fazia jornalismo cinematográfico todo dia, diariamente defendendo o cinema paulista era Biáfora. Com todas as qualidades e defeitos dele. E desmerecer pessoas como o Alfredinho e o Motta, sinceramente não são coisas que me atrevo a dizer. Me acho muito mais entre essa geração que as outras citadas. Inclusive deixo claro que muita gente inteligente e cult ainda hoje tem inveja dele. Talvez porque ele e Khouri tenham sido os primeiros a descobrir Bergman) E que, sobretudo por este dado, ele foi- e continua sendo- figura central do pensamento cinematográfico brasileiro. (concordo absolutamente).
Escrito por Matheus Trunk às 01h04
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E aqui cabe um parêntesis: Biáfora, certamente não por acaso, também dirigiu um dos melhores filmes khourianos, o ótimo O Quarto, de 1967. (estamos o julgando como crítico e não como realizador, afinal é uma coletânea de textos e não a caixa de DVDs, por exemplo.)
Quanto á antologia, isto é , a matéria-bruta compilada, tampouco será mais satisfatória. Se José Júlio Spiewak nos lembra de sua apologia aos filmes B produzidos por Val Lewton, ou aos musicais de Arthur Freed, o leitor, coitado, que pesquise esse material por conta própria (mas e o leitor coitado que lê a Contracampo ? Como ele pesquisa ? É por conta de que, se não própria também ?). O mesmo vale para as polêmicas com o cinema novo (é Cinema Novo com maiúsculas. Mas amigo, aí está a coragem que você não viu...), para o cinema japonês que aqui chegava em peso, O Morro dos Ventos Uivantes (assistido como é dito, 51 vezes), etc: nada disto foi abarcado pela pesquisa (um tanto preguiçosa ?) (mas melhor que nada, concorda ?), que limita-se ao material do fim de carreira de Biáfora (1978 a 1983) (isso é verdade, poderia ter botado mais fases dela). O que não impede que haja artigos, para dizer o mínimo, muito curiosos: Amor, Palavra Prostituta e O Olho Mágico do Amor, por exemplo (para mim não são curiosos, porque eu sempre soube que o Biáfora era independente e valorizava o filme em si. Não simplesmente se ele fosse revolucionário, reacionário, essas coisas).
Em tempo: a Imprensa Oficial tem realizado um trabalho bastante útil ao editar coletâneas de críticos (concordo totalmente); resta esperar livros dedicados a Alex Viany e os hoje quase esquecidos Maurício Gomes Leite e Antônio Lima. (Dois críticos mineiros. Acho que sendo uma coleção do estado de São Paulo, ela deva se prestar principalmente aos críticos paulistas. Precisam de coletâneas urgentes: Carlos Motta, Pola Vantuck, Orlando Fassoni, Alfredo Sternheim, Maurício Rittner).
Escrito por Matheus Trunk às 01h04
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Pelo cinema paulista (e os verdadeiros heróis brasileiros)- parte 2
IN MEMORIAN DE CARLOS COIMBRA (1927-2007)
Bem, parei o grito de silêncio sobre o Candeias para falar de um gigante dos gigantes. Em tempos de Oscar e tudo mais, eu sinceramente acho isso interessante, mas nada demais. Eu defendo e amo o cinema popular paulista. Eu defendo os técnicos populares. Carlos Coimbra é um exemplo de homem e de cineasta. Sua biografia publicada recentemente pela Coleção Aplauso é uma obra-prima. Além de brilhante cineasta, seguinte colegas da época era uma pessoa extremamente gentil, educada, simples e cordial. Eu quero deixar claro aqui neste post, que como eu disse em blogs como o Mondo Paura, Kinocrazy e o do Carlão que meu compromisso é com pessoas como ele. Eu estava esperando para deixar o Coimbra pra agosto, quando ele completaria setenta anos e o entrevistaríamos para a nossa Zingu!. Infelizmente, o tempo foi cruel e nos levou este empenhado e memorável mestre de maneira brusca. Infelizmente. Eu como Coimbra não defendo cinemas intelectuais e esquerdóidos que saqueiam estatais. Eu defendo cinema popular para a massa, o povão, a massa (in Biáfora way). Por isso, eu e esse grande mestre do nosso cinema ficamos marginalizados, esquecidos. Somos chamados de “alienantes” e ridicularizados por gente de “bom nível cultural”. Pois até alguns dias atrás esse mestre andava pelas ruas sossegado. Eu quero deixar aqui claro que culpo de forma definitiva todas as autoridades jornalísiticas culturais brasileiras. As de área de cinema são todas, praticamente sem exceção ridículas. É fácil falar sobre Sganzerla, Bressane, diretores consagrados. Quero ver correr atrás de um Carlos Coimbra, de um Concórdio Matarazzo, de um Padre. Coimbra e seus filmes são seu legado para a posteridade. Deixo aqui claro o meu compromisso real e perpétuo com o cinema paulista, e estando pouco me fudendo com quem não gosta do que falo e penso. Quero realmente que se dane. Se eu e Coimbra fossemos cariocas ou vedete de estatal (como o senhor Luiz Carlos Barreto, por exemplo), se a minha revista eletrônica ganhasse trocos do Ministério da Cultura por anúncios seriamos o máximo. Mas como somos paulistas, com vergonha na cara e fazendo cinema para massa e pela massa somos ridicularizados. Coimbra é considerado de “direita” por ter feito INDEPENDÊNCIA OU MORTE. Pois bem. E o Glauber quando ficou amigo do Figueredo foi o que ? Ou quando o mesmo Glauber ia nos hotéis internacionais e falava que no país dele não tinha garfo, faca e papel higiênico ? O que é isso. Independência foi um filme feito pelo grande OSVALDO MASSAINI, com grana dele, da fantástica Cinedistri. Pois bem. E os filmes do Glauber, o revolucionário, o questionador foram feitos de uma ditadura militar que torturava e matava. Pois bem, quem é o que realmente merecia estar esquecido ????
Escrito por Matheus Trunk às 00h42
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Pelo cinema paulista- parte 1
O CINEMA PAULISTA ESTÁ ENTRANDO PELO RALO !!!

Escrito por Matheus Trunk às 00h41
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Em virtude da morte de Ozualdo Candeias,
o blog CINÉFILOS DE TERCEIRO MUNDO ficará
de luto e sem posts durante dez dias a partir de hoje.
Escrito por Matheus Trunk às 20h24
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