FOTOGRAFANDO ILUSÕES: muitos fotógrafos esquecidos...
Ciclo de Encontros com Diretores de Fotografia na Gafanhoto Últimos dias para inscrições! Todas as quintas-feiras das 20:00h às 22:30h, um bate-papo com grandes profissionais da fotografia em cinema 16 DE AGOSTO – CARLOS EBERT – “Do Luto à Luta”, “À Margem da Imagem”, “O Rei da Vela”, “O Bandido da Luz Vermelha” 23 DE AGOSTO – JACOB SOLITRENICK – “Durval Discos”, “Bellini e a Esfinge”, “Bens Confiscados”, “Filhas do Vento”, “Garotas do ABC” 30 DE AGOSTO – WALTER CARVALHO – “O Baixio das Bestas”, “Crime Delicado”, “Cazuza – o Tempo não Pára”, “Carandiru”, “Madame Satã”, “Lavoura Arcaica”, “Central do Brasil” 06 DE SETEMBRO – PEDRO FARKAS – “Zuzu Angel”, “Desmundo”, “Um copo de Cólera”, “Dóis Córregos”, “A Marvada Carne” As incrições devem ser feitas até quarta-feira, 15/08. Gafanhoto Av. Rebouças, 3181 Tel.: (11) 3816-2859 / 3816-2857
Comentário pessoal:
Pois bem, amigos é extremamente legal um evento como esse. Agora, eu pergunto porque um fotógrafo como Pio Zamuner não foi chamado para dar palestras ? Será que a experiência dele em mais de 40 filmes é nula ? E a de Henrique Borges, que fotografou mais de 70 filmes (explícitos ou não), será que a sua experiência não é relevante ? E Antônio Meliande, que iluminou mais de 100 longas-metragens ? Sua experiência e conhecimento de vida não são válidos ? A questão vai mais longe: será que fotografar filmes do Mazzaropi (que ontem seu Jean-Claude Bernadet falava mal e hoje fala bem), de Tony Vieira (que aos poucos vai sendo sendo reconhecido) e Walter Hugo Khouri não tem valor ?? A pergunta vai mais longe, quando ao invés de falar somente de fotógrafos da Boca somente, eu falo de outros fotógrafos de São Paulo. Eliseu Fernandes, por exemplo, ou Reynaldo Paes de Barros, dois veteranos desde os anos 60, completamente esquecidos. E um evento se tratando de fotógrafos na cidade de São Paulo, o mínimo que tinha de fazer era homenagear Cláudio Portioli e Osvaldo de Oliveira. E claro, homenagear os grandes da Vera Cruz (Rodolfo Icsey e Chick Fowle). Que me desculpem por ser repetitivo, mas eu prefiro ser ás vezes chato e autêntico (Biáfora way) do que fazer média. Vou mais longe, será que o cinema paulista tem vergonha desses fotógrafos ? Porque não organizar em debates: Pio Zamuner com Carlos Ebert; Walter Carvalho com Henrique Borges. A iniciativa do evento é ótima, mas se mais democrático ele poderia ser ótimo e dar as novas gerações a verdadeira importância dos técnicos paulistas.
Pra encerrar: esse ano faz 20 anos que GEORGE ATTILI morreu. Pra quem infelizmente não sabe, Attili foi um dos maiores fotógrafos do cinema paulista, tendo iluminado todos os grandes filmes de José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Italiano, Attili formou dezenas de grandes técnicos que estão ativos até hoje. Como os meios oficiais e cults não fizeram absolutamente nada em memória desse grande professor e técnico, uma edição da Zingu! o homenageará com tudo que ele tem direito.
Escrito por Matheus Trunk às 15h44
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